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Alô, quem fala?

  • Dec 5, 2019
  • 3 min read

Updated: Aug 24, 2025

Se chegou até aqui, algo nas minhas postagens chamou sua atenção. Talvez, como uma entrevista, seja hora de me apresentar: meu nome é Karen Veiga, sou jornalista e aprendi a ser apaixonada pela vida.

Como uma escorpiana típica, sou movida pela intensidade. Tenho uma alma sonhadora e determinada, mas também aprendi a lidar com minhas profundezas - aquelas partes de mim que guardam silêncios e tempestades. Desde pequena, sempre fui de acolher os outros, antes mesmo de aprender a me acolher. Adoro falar sobre as coisas da vida e, com o tempo, percebi que não sou muito fã de me descrever.

Você já tentou se autodescrever? Não é uma tarefa fácil, principalmente quando há milhares de pessoas dentro de si. Tem dias em que sou mais reservada, calma, amante do silêncio. E outros em que quero ser uma louca que vive a vida intensamente. Acredito que a segunda versão seja a mais presente nos meus dias, mas, ao longo deste espaço, você irá conhecer todas elas.


Sou movida a sonhos e acredito que eles são maiores do que qualquer medo. Amo livros, filmes, arte, esportes, música e moda. Gostode aprender coisas novas, e acredito que, a cada dia, podemos encontrar formas de nos reinventar.

Hoje, me considero o meu maior sonho de infância. Me sinto realizada pela mulher que me tornei. Venci medos, batalhas, abusos e aprendi a perdoar. Às vezes, ainda me escondo atrás de uma armadura, porque crescer sendo uma mulher negra não foi a lição mais fácil da minha vida.


Nasci e cresci em comunidade no Rio de Janeiro, em uma família rodeada de amor. Sou grata por tudo o que fizeram por mim, eles fizeram o melhor que puderam dentre as possibilidades. Sempre fui muito apegada à minha família, e isso me levou a viver situações difíceis de expressar. O que sou hoje é o reflexo de cada acontecimento na vivência de uma garota negra que não se deixou abater pelas adversidades.


Minha família sempre ofereceu o melhor que pôde. Quando criança estudei em escola particular e passei grande parte do meu tempo em uma escola de dança. Não entendi, na época, porque precisava ficar tanto tempo longe de casa. Conheci mundos diferentes do meu e me questionei muitas vezes sobre o motivo de minha vida não ser igual à das outras pessoas.


Vivi bons momentos, mas também enfrentei meus primeiros demônios aos 5 anos de idade. Por um muito tempo, carreguei minha criança interior ferida, acreditando em tudo que ouvi, senti e experimentei.


Fui magoada, passei noites chorando, pedi a Deus por uma vida nova e, em vários momentos, tentei contra ela. Isso durou anos. Já sofri tentando me encaixar em padrões nos quais nunca me encontrei. Me odiei por não ser como os outros e tentei me aproximar das características que via ao meu redor. Não via o potencial naquela menina negra e não reconhecia que ela nunca teve culpa de nada aconteceu.


Fui ao fundo do poço, mas aprendi a erguer minha cabeça por aqueles que me amavam. Demorei muito para aprender a lidar com tudo o que vivi. Não é fácil, mas quando entendemos que, para seguir em frente, precisamos "girar a chave", as coisas começam a acontecer.


Como cheguei até aqui? Bom, comecei minha faculdade de jornalismo e precisava de um espaço para expor minhas ideias. Não queria falar de notícias, embora aprendesse sobre isso todos os dias. Eu queria um lugar para compartilhar que outras mulheres desejam ler, refletir e aprender. O “Ela quer tudo” surgiu em um sonho, depois de assistir a um filme do Spike Lee. A mulher que sou hoje é capaz de transformar todos os desejos do mundo em palavras, e espero que você se encontre em alguma delas.

Não escreva tudo que pensa, mas pense antes de escrever tudo que acredita ser bom para ler. Wesley d’amico

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Olá, é um prazer ter você aqui!

Meu nome é Karen Veiga, sou jornalista e aprendi a ser apaixonada pela vida. Escrevo sobre o que o mundo me ensinou e decidi compartilhar com você.

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